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Foto: Reprodução / Facebook
O vereador de Búzios, Lorran Silveira, teve a prisão preventiva decretada e já é considerado foragido da justiça. Operação Plastografos II, do Ministério Público, também cumpriu mandado de busca e apreensão contra o vereador. Lorram é acusado de ter promovido, constituído, finan-ciado e integrado organização criminosa dedicada à prática dos delitos de corrupção passiva, uso de documento falso e estelionato.
O vereador ocupava o cargo de chefe de Gabinete do prefeito André Granado, entre novembro de 2018 e maio de 2019, período em que foram praticados os crimes.
Segundo as investigações, houve a instalação de um sistema de “venda de alvarás” envolvendo servidores públicos e despachantes atuantes em Búzios. De acordo com depoimentos de testemunhas, era praticamente impossível a emissão de alvará em Búzios sem o pagamento de propina a servidores.
Os depoimentos e a análise dos dados de aparelhos celulares apreendidos, comprovaram, segundo a denúncia que o vereador era o líder da organização criminosa que, inicialmente, dedicava-se à facilitação e agilização da expedição de alvarás originais, mediante o pagamento de vantagem indevida. Posteriormente, o grupo passou a falsificar os alvarás negociados.
Seguindo o MPRJ que, já em contato com os despachantes, dos empresários era cobrada, em média, a quantia de R$ 5 mil, além das taxas. Parcela substancial de tais valores era paga diretamente ao então chefe de Gabinete do prefeito André Granado, Lorram Gomes da Silveira, para que ‘agilizasse a burocracia’ e emitisse os documentos de forma célere e com inobservância da ordem cronológica de conclusão.
Parcela menor dos valores era cobrada pelos próprios despachantes, a título de serviços prestados. Com a alternância da chefia do Poder Executivo municipal e, por consequência, de todos os cargos em comissão, o então Chefe de Gabinete, diante da lucratividade da empreitada criminosa e da venda antecipada dos alvarás, alterou o esquema ilegal, e passou a emiti-los em versão falsificada. O MPRJ requereu ainda o bloqueio de bens de Lorram Gomes da Silveira no valor de cerca de R$ 9 milhões. A medida foi deferida pelo Juízo da 1° Vara da Comarca de Armação dos Búzios. Somadas, as penas previstas ultrapassam dez anos de reclusão.