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Foto: Divulgação
Policiais militares do 25º batalhão estão sendo acusados de violência contra moradores do Manoel Corrêa, em Cabo Frio que participavam, na noite de ontem, de uma Batalha de rap numa quadra de esportes.
A ação foi registrada em vídeo que circula nas redes sociais e não poupou mulheres e crianças. As imagens mostram policiais agredindo moradores e atirando para o alto para desocupar a praça provocando pânico e correria.
Um morador é agredido com um tapa na cara ao tentar questionar a operação. Os PMs ignoram os gritos de protesto contra a ação. Um dos policiais, ameaça:
— Vou mirar na cara e vou dar. A frase é seguida de um palavrão. O comando militar ainda não se pronunciou.
A batalha promovida pelo Projeto Horus foi anunciada nas redes sociais e após a ação da PM, em nota oficial, conta que aproximadamente às 22h41h o Grupamento de Ações Táticas da PM, de maneira “terrorista e truculenta” abriram fogo contra as crianças presentes, organizadores e equipamento de som, causando pânico e histeria no local. Equipamentos foram danificados e pessoas saíram feridas. Segundo a nota, o maior público presente era de crianças e adolescentes entre 6 e 12 anos acompanhados de seus pais.
A partir do momento que o GAT abriu fogo, os equipamentos foram desligados e ainda assim os PMs atiraram para cima dos equipamentos fazendo com que o som fosse danificado, pois, teve munição que atravessou a caixa de som.
Tiros foram mirados para a mesa de som também, mas os militares estavam tão alterados que não conseguiram acertar nenhum. Neste momento, os organizadores estavam desmontando o som a pedido dos militares, mas os mesmos não esperaram e atiraram para cima fazendo com que estilhaços de tiro pegasse em um dos nossos organizadores.
A fim de apaziguar o ocorrido e proteger as crianças, o nosso organizador foi até um PM para conversar, mas acabou agredido fisicamente. A organização conta ainda que os policiais ameaçaram que em caso de resistência iriam atirar na cara das crianças. Os mesmos gritaram a fim de justificar a truculência que:
“Cultura é só na escola até as 18h da tarde”. “Rap é coisa de vagabundo e maconheiro”. “Lugar de criança é em casa e não na praça fazendo Rap”. Os organizadores reafirmam. No fim da nota que rap não é coisa de vagabundo e lembram que rap salva vidas.
O comando do 25 BPM ainda não se pronunciou.