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Foto: Shutterstock
A tripulação e os passageiros dos transatlânticos que estarão operando no Brasil durante a temporada de verão serão testados para COVID-19 antes do embarque. “Os testes serão obrigatórios para todas as Companhias já a partir da temporada 2020 /2021, que tem início em novembro, em todos os navios com capacidade para mais de 250 pessoas.
O transatlântico Preziosa, da MSC, abre a temporada de cruzeiros marítimos 2020/2021 em Búzios no dia 16 de novembro. O transatlântico, que navega com bandeira Italiana, tem capacidade para 1.603 passageiros e 1388 tripulantes e atraca em Búzios às dez da manhã, oriundo do Porto de Santos.
O Preziosa permanece na cidade até às seis da tarde, quando segue para a Ilha Grande. De acordo com a Brasil Cruiser, Búzios tem 23 escalas de navios previstas para esta temporada.
Os números do ano passado – Cada 1 real investido no setor de cruzeiros movimentou R$4,63 na economia nacional. É o que mostra o Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil – Temporada 2019/2020, produzido em parceria entre a CLIA Brasil e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que traz dados inéditos do setor no Brasil e no mundo, além de traçar a interferência do cenário da economia nacional, internacional e da pandemia da Covid-19 no segmento e no comportamento do turista.
O mercado de viagens é uma das atividades mais afetadas pela crise econômica resultante das medidas de contenção da Covid-19. No caso do segmento de cruzeiros no Brasil, mesmo com o início das medidas de isolamento social e paralisação de diversas atividades no mês de março de 2020, o setor gerou impactos significativos.
No Brasil, a temporada 2019/2020 de Cruzeiros Marítimos (de novembro de 2019 a março de 2020) foi responsável por um impacto econômico de R$ 2.24 bilhões na economia do país. Esse número, que engloba tanto os gastos diretos, indiretos e induzidos das companhias marítimas, quanto os gastos de cruzeiristas e tripulantes, foi 7,6% maior em comparação ao período 2018/2019, e poderia ter sido ainda melhor se não fosse o contexto atual. Além disso, o setor gerou 296 milhões em tributos no período.
O levantamento traz um dado interessante: o Índice de Alavancagem Econômica (IAE), que leva em consideração a movimentação econômica total do setor de cruzeiros marítimos na temporada 2019/2020 e os gastos das armadoras para a sua realização. Este indicador apresenta o quanto a realização da temporada impulsiona a economia. Para a o período de 2019/2020, esse índice foi de R$ 4,63, ou seja, para cada R$ 1 gasto pelas armadoras, foram movimentados na economia brasileira R$ 4,63.
Os setores mais beneficiados com os gastos dos cruzeiristas e tripulantes (sem contar as armadoras) foram: comércio varejista – despesa com compras e presentes – (R$ 335,2 milhões), seguido por alimentos e bebidas (R$ 333,4 milhões), transporte antes e/ou após a viagem (R$ 177,8 milhões), passeios turísticos (R$ 146 milhões), transporte nas cidades visitadas (R$ 71,3 milhões) e hospedagem antes ou após a viagem de cruzeiro (R$ 46,4 milhões).
Pela terceira temporada consecutiva, houve aumento do número de viajantes em comparação a 2018/2019, totalizando aproximadamente 470 mil cruzeiristas a bordo de oito navios, navegando por 15 destinos nacionais (Santos, Rio de Janeiro, Búzios, Salvador, Ilha Grande, Ilhabela, Ilhéus, Recife, Maceió, Angra dos Reis, Porto Belo, Cabo Frio, Ubatuba Itajaí e Balneário Camboriú), e por outros três na América do Sul: Argentina (Buenos Aires) e Uruguai (Montevidéu e Punta del Este).
O levantamento ainda mostra que o gasto médio por pessoa com a compra da viagem de cruzeiro foi de R$ 3.256 e o tempo médio da viagem foi de 5,2 dias. Além disso, o estudo indica que o impacto econômico médio gerado por cada cruzeirista nas cidades de escala foi de R$ 557,32.
Empregos:
Durante a temporada 2019/2020 foram gerados 33.745 postos de trabalho no Brasil, resultado 5,5% superior ao apurado na temporada anterior. Do total de empregos criados, 2.188 foram de tripulantes dos navios e outros 31.577 foram empregos diversos, de forma direta, indireta e induzida, motivados pelos gastos das armadoras e dos cruzeiristas e tripulantes nas cidades portuárias de embarque/desembarque e visitadas, além dos gerados na cadeia produtiva de apoio ao setor, como agências de viagens e operadoras de turismo.