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Foto: Matéria
A paternidade inspira O escritor Ilan Brenman, um dos mais importantes autores infantos juvenis do Brasil, confessou, recentemente, que a paternidade melhorou a qualidade de seus textos e que as duas filhas dele são fontes permanentes de inspiração. A paternidade deu ao jornalista Victor Vianna, que atuou nos principais veículos de comunicação da região e, atualmente, comanda o site de notícias Prensa de Babel, não apenas inspiração – ele tem três filhos – Davi, Daniel e Lucas, de 12 10 e 4 respectivamente- mas também coragem par lançar um o primeiro livro infanto juvenil, “A Criança Debaixo do Guarda-Chuva” e falar de inocência e amor, sem revelar o gênero do protagonista. O objetivo, ressalta Victor , é falar de inocência e amor, respeito e solidariedade, que parecem esquecidas nesses tempos obscuros.
O lançamento oficial é só dia 12 de agosto, às 19h, numa live no Instagram que vai reunir nomes como a professora Sara Wagner York, que escreveu o prefácio; a atriz Alexia Dechamps, os jornalistas Arthur Veríssimo, Denis Kuck e Camila Raupp, o rapper e escritor Fábio Emecê, e muitos outros amigos e amigas ligados à obra de alguma forma. A pré-venda, entretanto, já começou e quem garantir a compra antes do lançamento recebe em casa o livro autografado.
Neste diálogo o autor Victor Viana fala do livro, da inspiração e dos motivos que o levaram a contar uma história protagonizada por uma personagem sem gênero definido.
Como surgiu a ideia de escrever um livro infantil?
Na verdade, o livro é classificado como infanto-juvenil, que vai da fase dos 9 aos 15 anos de idade. Mas essas classificações são parte do mercado, de alguma forma. Escrevi um livro de escrita simples com o objetivo de tocar todas as idades. Mas o universo em que a história se desenrola é sim o do fim da infância, até o início da adolescência. A ideia geral surgiu justamente quando eu tinha a idade do personagem, e fui gestando a história por algumas décadas até chegar a esse momento. O nascimento e desenvolvimento dos meus filhos ajudaram a história sair da minha cabeça e ir para o papel.
O livro não identifica o gênero do personagem. Não teme entrar na polêmica discussão da ideologia de gênero que tem sido radicalizada no Brasil?
A ideia da busca pela linguagem neutra, além de ser um exercício literário, tem o objetivo principal de causar uma identificação no leitor ou leitora. A literatura infantil no Brasil, e a infanto-juvenil também, é bem-marcada entre livros para meninas e livros para meninos, e eu queria escrever um livro em que todos se sentissem próximos. Outra questão é o cuidado com a criança e a complexidade de crescer, que, claro, tem as questões biológicas, mas no campo da emoção e da formação intelectual a experiência é semelhante, é acima de tudo uma questão humanística que vai além do gênero. É um livro de grande inocência, o foco é a criança e sua felicidade. Que o que deveria estar sempre em jogo antes de tudo, todo o restante é secundário.
A questão é abordada pelo personagem?
Não. É a história de uma criança, suas aventuras e desventuras, descobrindo sua singularidade em relação ao mundo ao redor, visto pela ótica dela apenas. Essa criança é ou foi a pessoa que está lendo.
Qual a sua posição pessoal sobre esse debate?
Para começar eu estou entre os que sabem que não existe uma ideologia de gênero. O que existe são justamente pessoas que estão em busca de reconhecimento pela sociedade de sua existência e singularidade. Essa causa tem meu apoio pessoal sim. Nesse ponto, da busca por ser aceito como se é e ter o direito de ser feliz, acredito que a criança debaixo do guarda-chuva tem algo a dizer a elas. Todos e todas vão se identificar com essa criança.
Qual a mensagem para as crianças que o livro passa ou que você se preocupou em passar?
Que somos únicos, surpreendentes, que é preciso amor, primeiramente por si mesmo, ter respeito e solidariedade entre as pessoas para que a vida seja plena. Eu tenho muita satisfação de entregar esse livro a todos e todas.
Acostumado a retratar a vida real como jornalista, como define a experiência de escrever uma ficção para criança?
Boa pergunta. Eu escrevo desde criança para enfrentar a vida, me entender e entender as coisas ao redor. Tenho outros livros de ficção para sair. Mas nos últimos anos, em especial na última década, foi intenso o trabalho como jornalista. Isso deixa a escrita bem ligada aos fatos, ao concreto. Esse ponto precisei buscar de volta em mim, a criança que escrevia o que sentia, e manter o que há de útil na técnica jornalística para um livro e reaprender a escrita literária. Foi sim um pouco difícil no início, mas depois os dois mundos se uniram.
O livro tem algo de autobiográfico? Qual a sua relação com o personagem?
Não é autobiográfico. É uma ficção. Minhas experiência e percepções colaboram de alguma forma. Mas para tocar a todos e todas é preciso se distanciar para ver o todo. É uma história que está na minha cabeça girando há mais de 20 anos. Então busquei, observar, guardar, refletir sobre as experiências das outras pessoas que tive contato profundo ou superficial ao longo da vida.
Como as pessoas podem comprar?
O livro será lançado no dia 12 de agosto, às 19h, no Instagram da Prensa de Babel. Vai ter a presença da professora Sara Wagner York, que escreveu o prefácio, a atriz Alexia Dechamps, os jornalistas Arthur Veríssimo, Denis Kuck e Camila Raupp, o rapper e escritor Fábio Emecê, e muitos outros amigos e amigas ligados à obra de alguma forma. Mas é pré-venda já começou e quem comprar nesse período na livraria virtual da editora pelo link https://store.ubook.com/ubook-1190040-pre-venda-a-crianca-debaixo-do-guarda-chuva.html recebe a partir do dia 16 o livro em casa autografado. Depois ele estará disponível tanto no site da editora Ubook, quanto nas principais livrarias do país. Uma coisa legal também é que o livro está disponível em áudio-ebook para quem tem dificuldades visuais ou que prefere ouvir. Aí basta assinar o aplicativo da editora que poderá escutar quantas vezes quiser, além da Criança Debaixo do Guarda-Chuva, mais de 400 títulos nacionais e internacionais, entre clássicos e lançamentos.
Você tem um site jornalístico, mas já atuou na imprensa tradicional. A publicação tem um gostinho especial nessa era digital?
Com certeza. Mesmo não sendo um saudosista, comecei no jornalismo impresso e curti muito. E apesar de estar há uns bons anos no jornalismo digital e curtir muito também, um livro impresso é uma experiência que sonhei ter a vida toda, eu estou realizando um sonho mesmo. Mas também curto muito escutar os livros. A Ubook me deu essa possibilidade e eu já escutei vários, tanto os novos livros quanto aproveitando para rever antigos, que eu não conseguiria reler, e que agora é possível, porque escuto enquanto escrevo, por exemplo.