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Foto: Divulgação
Após expedir uma Recomendação para que as concessionárias Prolagos e Águas de Juturnaíba, responsáveis pelo abastecimento em oito municípios da Região dos Lagos, apresentassem dados de monitoramento da qualidade da água na Represa de Juturnaíba, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve a garantia de que será realizado um estudo de diagnóstico no local.
Em reunião na Câmara Técnica de Monitoramento do Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João, o Grupo Temático Temporário-Segurança Hídrica (GTT-Segurança Hídrica/MPRJ) obteve dos responsáveis das concessionárias compromisso de realização de estudo de Diagnóstico da Qualidade das águas da represa de Juturnaíba. A partir do estudo será elaborado um plano de monitoramento de qualidade da água da Represa, com objetivo de mitigar o processo de eutrofização do reservatório.
Além do compromisso assumido, as concessionárias também se dispuseram a intensificar o monitoramento da qualidade da água bruta captada no manancial e da água tratada, a regularizar o lançamento de informações sobre a qualidade da água no Portal Sisagua, e a adequar o Plano de Amostragem 2022 para os oito municípios da sua área de concessão (Silva Jardim, Araruama, Saquarema, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia).
A Recomendação, encaminhada em fevereiro, foi resultado de um inquérito civil que tramita no GTT-Segurança Hídrica/MPRJ, relativo às providências estratégicas para a garantia da segurança hídrica na Região Hidrográfica Lagos São João (RH-VI). Na ocasião, moradores da Região dos Lagos relataram ter sentido cheiro forte e gosto alterado na água fornecidas pelas concessionárias. Segundo a Águas de Juturnaíba o cheiro e gosto alterados teriam sido ocasionados pela proliferação de algas cianofíceas no manancial.
Entre os pedidos, o MPRJ requereu a apresentação do Plano de Amostragem da ETA Juturnaíba para o ano de 2022, a comprovação do atendimento dos padrões bacteriológicos, microbiológicos e organolépticos na água distribuída aos moradores, e o atendimento dos padrões de qualidade de água preconizados pela Resolução CONAMA 357/05.