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Foto: Reprodução
O vereador Lorram Gomes vai pedir licença do cargo por 120 dias. A decisão foi tomada depois que a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça rejeitou, por unanimidade, pedido de Habeas Corpus da defesa.
Os desembargadores consideraram que, em liberdade, Lorram representa risco à instrução criminal e ao resultado do processo e recusaram a tese da defesa que alegou ser o vereador vítima de uma “trama política”.
A desembargadora Gizelda Leitão Teixeira lembrou que Lorram é acusado de ordenar um ataque ao comparsa, Thiago Silva Soares , que o delatou e que mensagens de WhatsApp comprovam que o vereador liderava a organização criminosa que facilitava a emissão de alvarás ou falsificava o documento em troca de propina.
“O teor dos interrogatórios dos réus, aliados a várias conversas no aplicativo WhatsApp contidos nos celulares apreendidos, apontam o ora paciente como o líder de uma organização criminosa atuante no Município de Búzios, ao longo dos anos de 2018 e 2019, que agia para facilitação e agilização de alvarás mediante pagamento de vantagem indevida e, mesmo após a perda dos cargos públicos que exerciam seus integrantes, prosseguiram com a falsificação de alvarás já negociados que seriam posteriormente trocados ditos alvarás falsos por alvarás verdadeiros”, diz a desembargadora Giselda Leitão Teixeira. Ela lembra ainda que o vereador ameaçou vítimas e testemunhas e teria ordenado a agressão ao comparsa preso.
“Thiago foi espancado dentro do presídio por outro detento em consequência do teor de seu interrogatório. A violência da agressão levou Thiago a ser hospitalizado e a realizar cirurgia em seu braço que foi fraturado durante o ataque.