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Foto: Divulgação
A greve dos caminhoneiros, marcada para a próxima segunda-feira, está longe de unir a categoria como o movimento de 2018. A categoria está dividida. A Confederação Nacional dos Caminhoneiros, que reúne Federações, Sindicatos e Associação de vários estado dos país, divulgou nota contra a paralisação.
A entidade diz que o Conselho Nacional de Transportes Rodoviários, que convocou a greve, não existe de fato nem de direito, por isso não reconhece a entidade como representante da categoia.
A confederação frisa, ainda, que apesar da categoria so-frer com os altos preços do combustível, dos baixos preços dos fretes e da falta de fiscalização o momento não é oportuno para a paralisação, Em meio a críticas sobre as políticas do governo federal para o transporte rodoviário, os caminhoneiros não chegaram a um consenso sobre uma possível paralisação nacional da categoria a partir de 1º de fevereiro, próxima segunda-feira.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT), também nota assinada pelo presidente, Vander Costa, informou que não apoia nenhum tipo de paralisação de caminhoneiros e reafirma o compromisso do setor transportador com a sociedade.
“Se houver algum movimento dessa natureza, as transportadoras garantem o abastecimento do país, desde que seja garantida a segurança nas rodovias”, garantiu.
De acordo com o presidente da Conftac, José da Fonseca Lopes, que também é presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) e foi uma das lideranças na greve de 2018, é preciso esperar as decisões que serão tomadas pelo governo federal.
Fonseca teme, porém, que uma nova paralisação possa complicar ainda mais a situação da pandemia no país. “Se houver dois ou três dias de greve, não vai ter mais gasolina, comida, diesel para ninguém”, afirma.
O presidente da ANTB, José Roberto Stringasci, calcula que a paralisação deve ser apoiada por 70% da categoria em todo o Brasil. Em 2018, a greve dos caminhoneiros parou o país por mais de um mês e afetou a economia brasileira como um todo. A categoria reclama que algumas promessas feitas na época, como a tabela de frete, não foram cumpridas.