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Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou, em audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (16/07), que não há data prevista para o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas da rede estadual. Segundo a subsecretária da Seeduc, Claudia Raybolt, as atividades só vão retornar quando o Rio estiver na bandeira verde e quando a Secretaria Extraordinária de Acompanhamento das Ações Governamentais Integradas da Covid-19 autorizar. “Só voltaremos quando for totalmente seguro. Montamos um planejamento para o retorno das aulas e ele está no site da secretaria para que toda a população possa opinar. Essa consulta será finalizada amanhã. Data é o menos importante agora, o mais importante é entendermos como vamos voltar”, afirmou Cláudia. Já o representante da Secretaria Extraordinária de Acompanhamento das Ações Governamentais Integradas da Covid-19, André Ramos, disse que o estado está na bandeira laranja, com risco moderado. “Amanhã os dados serão atualizados. Mas estamos em diário contato com a Seeduc”, afirmou Ramos. O presidente da comissão, deputado Flávio Serafini (Psol), se mostrou satisfeito com a declaração das secretarias. “Esse vírus já vitimou quase 70 mil pessoas no país e começo dizendo que – embora estejamos preocupados com a rede municipal do Rio, que decidiu, mesmo com a curva em patamares ainda preocupantes, retornar às aulas presenciais – a Seeduc nos tranquilizou nesta manhã, afirmando que não tem previsão de voltar antes que o Rio esteja na bandeira verde. Essa é uma medida que resguarda a população e nos tranquiliza”, frisou Serafini. Falta de recursos. Além da data de retorno das aulas, outro ponto de preocupação apresentado pelos professores foi a falta de infraestrutura nas unidades. Segundo o biólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, os estados terão uma grande queda nas suas arrecadações e isso vai impactar no valor dos repasses às secretarias. “Muitas melhorias deveriam ser feitas antes que esses espaços voltassem a ser ocupados. Ainda não temos a ventilação adequada nas salas de aula, por exemplo”, lembrou Leher. Ele destacou que o número de turmas também terá que ser reduzido para respeitar o distanciamento entre os estudantes. “Isso vai forçar a contratação de mais profissionais em sala de aula. Temos que inserir essa variável com a abertura de mais turmas. Sem isso não vamos conseguir garantir um retorno seguro desses alunos. Não dá pra pensar em um sistema em que a escola abre e fecha o tempo todo, isso será ainda mais inseguro”, pontuou Leher. Os Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) também vão gerar um gasto extra significante para o Estado. Segundo o coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Gustavo Miranda, o estado conta com 730 mil alunos e professores que vão precisar usar máscaras durante a permanência nas unidades de ensino. “A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere que as máscaras sejam trocadas mais de uma vez ao longo dia, nesse caso, até três vezes, chegando a pouco mais de duas milhões de máscaras diariamente, como isso será feito? O custo para isso será muito alto”, quantificou Miranda. O coordenador ainda orientou os pais a não enviarem seus filhos para as escolas nesse momento. Ele afirmou aos profissionais de educação que o sindicato vai se mobilizar para entrar em greve, caso seja necessário.