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Foto: Divulgação
Um mar de algas tomou conta da lagoa de Araruama, na praia do Siqueira, alimentado pelo despejo de in natura de esgoto.
As algas formam uma espécie de gramado, na superfície, alimentado por fósforo e nitrogênio abundante no esgoto, revelando os altos e perigosos níveis de poluição na lagoa.
Pablo Santos, do Movimento “A Lagoa é Nossa”, teme que as algas provoquem uma mortandade de peixes e atinjam a Ilha dos Japonês e a Praia do Forte, no fim de semana, em pleno feriado prolongado.
Pablo diz que o despejo de esgoto triplicou nos últimos meses depois de ter reduzido, drasticamente durante a quarentena com o fechamento de comércios, hotéis, bares e shopping.
—O fim da quarentena e a volta de tudo a funcionar o despejo de esgoto triplicou e as águas da Laguna de Araruama começaram a mudar de cor, lamenta Pablo.
Não é a primeira vez que o “gramado” de algas toma conta da Lagoa. Em agosto de 2014 o fenômeno ocorreu na Praia das Palmeiras. Na ocasião especialista chegaram a recomendar a interdição da Lagoa. A situação coloca mais uma vez em xeque o sistema “tempo seco” de tratamento de esgoto adotado pela Prolagos para o saneamento da região.
— O sistema é do século dezenove. No início da década de 1940 mais de 800 sistemas desse tipo foram desativados nos Estados Unidos. O sistema, inclusive, desrespeita a Constituição Estadual do RJ, que proíbe o uso da rede de coleta de águas pluviais para coleta de esgoto sanitário, justifica um especialista na época.