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Foto: Divulgação
A decisão da Justiça de suspender as ações e execuções de dívidas da G.A.S Consultoria não é garantia de que os investidores da empresa do ex-garçon Glaidson Acácio dos Santos conseguirão reaver o dinheiro investido. O alerta é do advogado Luciano Régis. Ele diz que os R$ 395 milhões bloqueados são insuficientes para pagar os clientes e adverte que se Glaidson não entregar os valores ainda escondidos muitos ficarão no prejuízo.
Luciano Régis, em entrevista ao site da Litoral, lembra que a GAS vai completar dez meses sem pagamento dos “rendimentos” e aconselha as pessoas a buscar auxílio de profissionais de confiança, não apenas para atuar junto a empresa, mas, também, para tentar negociar as dívidas que muitos contraíram para investir na G.A.S. Ele também fala da esperança que muitos investidores têm, de ver a empresa retomando as atividades.
A entrevista:
LITORAL – A decisão liminar da Justiça que suspendeu as ações de bloqueio da GAS pelo prazo de 180 dias garante a devolução dos recursos investidos pelos clientes?
LUCIANO RÈGIS – Não garante! Hoje quem sabe qual é o total de débitos da GAS? É fato que os 395 milhões que está com justiça federal é insuficiente para pagar a todos os clientes. A grande questão é: o dinheiro que está escondido será colocado à disposição do administrador judicial? Se o Glaidson não repassar a integralidade dos valores, não vislumbro a possibilidade de pagamento.
LITORAL – A decisão prejudicou aqueles que correram e já tinham ações contra a GAS tramitação na Justiça?
LUCIANO RÈGIS – Não vejo prejuízo até o momento, por enquanto a justiça federal está com os 395 milhões, acredito que esse dinheiro só vai ser liberado após o julgamento dos crimes federais.
LITORAL – É possível diante da nova decisão estipular um prazo para que clientes da GAS recuperem o dinheiro perdido?
LUCIANO RÈGIS – Quem estipular prazos em demandas judiciais estará mentindo para os possíveis clientes. O nosso judiciário é imprevisível e segurança jurídica no Brasil é obra de ficção.
LITORAL – Alguns clientes estão vendo na decisão uma possibilidade da GAS voltar ao mercado de criptomoedas. Você acha possível essa possibilidade?
LUCIANO RÈGIS – Para o MPF, PF e por alguns posicionamentos da Justiça Federal, a GAS cometia crimes. Não sou promotor e tão pouco juiz, não quero julgar ninguém. Mas para falar em volta da GAS é preciso esperar o julgamento da ação penal que tramita na Justiça Federal.
LITORAL – Qual a melhor saída para quem investiu com dinheiro do cartão ou vendeu carro e casa? No final vai haver prejuízos?
LUCIANO RÈGIS – O prejuízo está posto. Estamos indo para o décimo mês sem pagamento dos “rendimentos” da GAS. As pessoas precisam ficar atentas aos movimentos do caso GAS e buscar auxílio de profissionais da confiança dela, tanto para atuar me face da GAS quanto para tentar negociar as dívidas contraídas para investir na GAS.