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O tribunal de Justiça do Estado do Rio afastou Glaidson Acácio dos Santos e todos os administradores das empresas envolvidas no esquema criminoso, além de nomear administrador judicial. O objetivo da decisão é impedir que os gestores da empresa exerçam qualquer função até que o mérito da ação seja julgado.
O objetivo do órgão de defesa do consumidor do Estado na ação civil pública contra a GAS é garantir que os clientes da empresa tenham seus direitos preservados e consigam reaver os investimentos feitos na empresa.
A GAS prometia aos clientes um retorno de 10% nos valores aportados. O pedido de tutela de urgência foi solicitado para evitar que gestores da GAS continuem exercendo o controle e administração, gerando ainda mais prejuízos aos consumidores.
A autarquia está investigando também outras quatro empresas de investimentos e criptoativos. GJD, MSK, Autibank e Spartcus, dos o ex-capitão da PM Diogo Souza da Silveira que foi candidato a prefeito de Cabo Frio nas eleições de 2020. Todas tiveram denúncias e reclamações de consumidores de prometerem um valor mensal de rendimentos e não cumprirem. Alguns clientes denunciaram que não receberam o repasse dos rendimentos, nem os valores investidos. Os processos administrativos já estão em curso.
Cássio Coelho, presidente do Procon-RJ, declara que a decisão favorável está embasada em farta documentação comprobatória apresentada no processo. Complementa dizendo que a autarquia seguirá trabalhando intensamente para reaver os valores e reparar os prejuízos sofridos pelos consumidores lesados.
“O consumidor precisa ficar muito atento para não cair em golpes e desconfiar de empresas que prometem lucros muito acima dos praticados no mercado. O que parece ser uma vantagem pode acabar se tornando um grande prejuízo” alertou o presidente.