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Foto: Divulgação
Pesquisa da Defensoria Pública revelou que 54% dos alunos do Estado tem problemas de acesso à internet; desses 10% não dispõem de nenhum tipo de conexão.
O levantamento mapeou as dificuldades do ensino remoto. Um em cada dois alunos (49%) precisa compartilhar o celular, tablet ou computador e só 12% conseguem acessar as aulas online.
De acordo com a pesquisa, apenas 1% recebeu, das escolas, chips pré-pagos; e 29%, material didático já impresso. Entre os que receberam material digital, só 22% tem impressora em casa.
— A pesquisa foi imprescindível para apoiar as ações da Defensoria Pública na defesa do direito à educação universal e de qualidade. Queríamos ouvir os interessados e aqueles impactados diretamente para planejarmos nossas ações— explica o coordenador de Infância e Juventude, Rodrigo Azambuja.
A dificuldade de compreensão do material didático oferecido no ensino a distância foi sentida por 67% dos estudantes, dos quais 40% nem sempre conseguem entender o conteúdo e 5% informaram ser impossível o entendimento. Além disso, metade das crianças e adolescentes também não contam com o auxílio de adultos para o estudo em casa. E 75% dos responsáveis pelos estudantes não tiveram nenhum tipo de orientação para tal.
O relatório da Defensoria é resultado da análise de respostas espontâneas, colhidas por formulário online, compartilhado principalmente por aplicativo de mensagens, de 6139 pais e alunos, entre 2 de junho e 2 de julho. Exatos 59% das respostas vieram de responsáveis por um ou mais estudantes.
— A pandemia provocou a reorganização de diversos serviços, dentre eles o educacional. A pesquisa tinha por objeto entender como essa reorganização afetou os alunos e o processo de aprendizagem. Podemos constatar inicialmente que faltou apoio aos alunos na oferta do ensino remoto — ressalta Azambuja.