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Delegada cria grupo de combate à violência doméstica em Arraial - Rádio Litoral FM


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Delegada cria grupo de combate à violência doméstica em Arraial

Foto: Delegacia de Arraial do Cabo

A Delegacia de Arraial do Cabo montou uma força-tarefa, formada apenas por mulheres, para investigar e combater os casos de violência doméstica na cidade. O grupo, batizado de “As Guardiãs”, é liderado pela delegada Patrícia de Paiva Aguiar e conta com mais três policiais civis femininas, que receberam a missão de acelerar as investigações e de olhar com mais cuidado e atenção para os casos envolvendo agressões contra as mulheres.
O pelotão da Polícia Civil conta com o suporte de mais duas fortes mulheres: a juíza Juliana Gonçalves Figueira Pontes, titular da Vara Única da Comarca de Arraial do Cabo, e a promotora Kefrine Keil Ramos Flarys, da Promotoria de Justiça de Arraial do Cabo.
A delegada revela que um levantamento feito pela Polícia Civil de Arraial do Cabo revelou que, em média, a cada três dias, uma mulher registra uma ocorrência de Maria da Penha na delegacia. Ao longo de todo o ano passado, foram mais de cem casos registrados. Em 2020, já foram mais de 50. Somente no mês passado, em junho, foram 19 registros.
Patrícia Aguiar admite que os números podem ser ainda maiores, visto que muitas mulheres têm medo e acabam não procurando a polícia.
“Queremos incentivar as vítimas a nos procurarem e denunciarem seus agressores. Vocês não precisam mais ficar no silêncio. Estamos aqui para atendê-las e ajudá-las a sair desse ciclo de violência. As policiais dessa delegacia estão dedicadas ao combate a este tipo de crime”, disse a delegada Patrícia de Paiva Aguiar”, disse a legada.
Assim que assumiu o comando da unidade, em meados de abril, a delegada, diante da incidência das ocorrências de violência doméstica, comprometeu-se a dar atenção especial a esse crime. Uma das primeiras medidas adotadas foi colocar apenas mulheres à frente desses casos, por terem um olhar mais sensível e atento. A equipe também recebeu a missão de acelerar as investigações.
“Fizemos algumas mudanças na nossa rotina e na forma de agir, para dar celeridade aos trabalhos que envolvem agressões contra as mulheres. Cada uma de nós tem uma função específica e, juntas, nos complementamos. O objetivo é concluir as investigações, indiciar os agressores e, se for necessário, pedir a prisão o mais rapidamente possível”, frisou a delegada.

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