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Entrevista exclusiva com o Presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos - Rádio Litoral FM


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Entrevista exclusiva com o Presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos

Foto: Eric Ribeiro

A temporada 2019/2020 de turismo de cruzeiro deve injetar R$ 2,2 bilhões na economia Brasileira este ano. Caso as estimativas se confirmem, o setor vai registrar o terceiro período consecutivo de crescimento, após cinco temporadas seguidas de retração. A estimativa é do presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, Marco Ferraz, que, nesta entrevista exclusive ao site da Litoral FM, anunciou que Arraial do Cabo tem chances de receber uma escala-teste na temporada que tem início em novembro.
“Muito já foi feito em parceria com a prefeitura de Arraial do Cabo e com o Porto do Forno. Trata-se de uma área de conservação e isso demanda uma série de outras autorizações que estão em curso. Além disso, são necessárias algumas melhoras na infraestrutura e as conversas estão avançando com as autoridades. Existe uma pequena possibilidade de uma escala-teste nesta temporada, mas tudo depende destes avanços mencionados” disse Marco Ferraz, que também falou da temporada em Cabo Frio e lembrou que cada cruzeirista deixa na cidade de escala, em média, R$ 581,35.

Confira a entrevista:

Litoral – O Brasil terá, pelo menos, três novos navios na temporada 2020-2021. O cenário do setor é de otimismo depois da crise, com o crescimento registrado nas últimas temporadas?
Marco Ferraz – Na verdade, teremos um navio a mais em 2020/2021, serão 9 no total. Em 2020/2021, a estimativa é de oferta de 594 mil leitos, com ocupação prevista de 552 mil. Sim, vemos com otimismo. Se as estimativas se confirmarem, na temporada que se inicia este ano será registrado o terceiro período consecutivo de crescimento, após cinco temporadas seguidas de retração. O recorde do setor foi em 2010/2011, com 20 navios e 800 mil turistas. O setor está investindo no Brasil, sentindo que existem boas possibilidades de evolução com a retomada da economia. Mas ainda estamos muito longe do nosso ponto máximo, que foi a temporada 2010/2011.

Litoral – A infraestrutura e a questão tributária sempre foram entraves para o crescimento do setor. O senhor mesmo sempre alertou que estas questões ameaçavam o turismo de cruzeiros no Brasil. A situação mudou?
Marco Ferraz – Ainda temos situações que necessitam de investimento em infraestrutura, não apenas nos destinos em que operamos, mas também nos que queremos operar. A questão tributária é sempre um entrave e continua sendo, mas as conversas com o governo têm sito positivas e com possibilidades de avanços para o futuro. A regulação das questões trabalhistas devem ser solucionadas em um espaço médio de tempo.

Litoral – O senhor tem dito que o desafio, agora, é criar novos destinos e alguns já estão sendo planejados. Gostaria de falar de Arraial do Cabo, que está dentro da nossa área de cobertura. O Porto do Forno vai receber navios já nesta temporada 2019/2020 ou só na próxima? O que falta para Arraial entrar na rota dos transatlânticos?
Marco Ferraz – Muito já foi feito, em parceria com a prefeitura de Arraial do Cabo e com o Porto do Forno. Trata-se de uma área de conservação e isso demanda uma série de outras autorizações que estão em curso. Além disso, são necessárias algumas melhoras na infraestrutura e as conversas estão avançando com as autoridades. Existe uma pequena possibilidade de uma escala-teste nesta temporada, mas tudo depende destes avanços mencionados.

Litoral – Búzios já tem 53 escalas previstas para a temporada 2019/2020. É o município da região preferido pelos cruzeiristas. Isso se deve a beleza natural do lugar ou a organização e infraestrutura para receber os turistas de cruzeiros?
Marco Ferraz – Búzios é um destino muito conhecido no Brasil e motiva a criação de vários roteiros. Com relação à infraestrutura, existem dois píeres que podem ser utilizados e dois pontos de fundeio, ou seja, dois navios podem visitar Búzios ao mesmo tempo. O destino recebe bem o cruzeiristas e a prefeitura tem uma ótima relação com o setor de navios de cruzeiros.

Litoral – Cabo Frio, por sua vez, já recebeu em temporadas passadas 20 escalas e na próxima temporada tem apenas uma escala programada e, assim mesmo em março, já no fim do verão. O que acontece com a cidade oscila tanto de uma ano para outro no número de escalas que recebe?

Marco Ferraz – Cabo Frio passou por diversos momentos políticos nos últimos anos, causando um ruído de comunicação com o nosso setor, que afetam diretamente as questões turísticas e de infraestrutura. Mas isso não quer dizer que existe algum comprometimento atualmente. Estamos avançando nas conversas com a atual gestão e as possibilidades de crescimento existem.

Litoral – Que conselhos o senhor daria a prefeitos e secretários de turismo da região para que garantam que seus municípios, a cada ano, tenham mais escalas de transatlântico? Qual o segredo para se conquistar os cruzeiristas e as operadoras?

Marco Ferraz – Não é muito diferente de outros segmentos. As cidades precisam receber bem os cruzeiristas, assim como se preparam para receber qualquer outro turista. Precisa ter boa infraestrutura, que pode ser um píer, e condições geográficas para a recepção dos navios. Outros quesitos essenciais são investimento em capacitação de pessoas, ter possibilidade de comunicação em mais de um idioma, bons restaurantes, segurança, sinalização, entre outras coisas.

Litoral – Qual o impacto do setor na economia de cidades como como Búzios, Cabo Frio e Arraial?
Marco Ferraz – A CLIA Brasil tem um estudo, em parceria com a FGV, que mostra que o impacto econômico médio gerado por cada cruzeirista nas cidades de escala foi de R$ 581,35 na temporada 2018/2019. Quanto mais cruzeiristas nas cidades, mais a economia gira e cresce.

Litoral – Qual a previsão de crescimento do setor para 2019/2020?
Marco Ferraz – A temporada 2018/2019 de Cruzeiros Marítimos (que teve início em 13 de novembro de 2018 e encerrou-se em 18 de abril de 2019) foi responsável por um impacto econômico de R$ 2.083 bilhões na economia do país. A previsão é que a temporada 2019/2020 injetará R$ 2,2 bilhões na economia. No período seguinte, 2020/2021, estão previstos mais R$ 2,47 bilhões.

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